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 GUIA DE COMPRA DE MOTOCICLETAS

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Pelingrino
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MensagemAssunto: Re: GUIA DE COMPRA DE MOTOCICLETAS   Dom 6 Nov - 7:17

Parabéns!! Muito boa a matéria, ate estou pensando em abrir uma revista online e fazer você meu redator chefe!!!

Mas tudo que foi tido, esta correto!!

Comigo foi me vendo a crescer no mundo das motos, o problema e que pulei o primeiro degrau e sai de cara com uma xlx350, como resultado tive uns 20 tombos com ela, ate aprender todos os limites que separam você de estar sentado no banco ou esticado no asfalto!! Após experiência adquirida veio a xt600 ( que saudade ) e por fim a moto com quem me apaixonei em 98 na entrada da festa de peão de barretos! A qual do fui comprar em 2009!!

E a patroa já sabe que se eu for antes dela vai ficar no inventario!!
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Ferrarezi
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MensagemAssunto: Re: GUIA DE COMPRA DE MOTOCICLETAS   Sex 4 Nov - 20:54

RMirarchi escreveu:
affraid affraid affraid What a Face What a Face What a Face

Este é o Professor Ferrarezi!

Excelente matéria! Sim, pq mais do que um post, foi uma matéria! Parabéns camarada![Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]

Assim eu fico encabulado... Embarassed Embarassed Embarassed Embarassed Foi só pra tentar ajudar a moçada que quer comprar uma moto, especialmente uma Tiger.
Abraço,
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Mirarchi_955
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MensagemAssunto: Re: GUIA DE COMPRA DE MOTOCICLETAS   Sex 4 Nov - 17:57

affraid affraid affraid What a Face What a Face What a Face

Este é o Professor Ferrarezi!

Excelente matéria! Sim, pq mais do que um post, foi uma matéria! Parabéns camarada![Você precisa estar registrado e conectado para ver esta imagem.]
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Ferrarezi
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MensagemAssunto: GUIA DE COMPRA DE MOTOCICLETAS   Sex 4 Nov - 17:39

Por que comprar uma determinada motocicleta e não outra?


Tem gente que tenta explicar coisas como casar, escolher um lugar para viajar ou comprar uma moto ou carro simplesmente pela estúpida frase “siga seu coração”. Pois eu quero dizer que esse negócio de “siga seu coração” pode funcionar muito bem pra certas coisas na vida, mas não funciona para outras. Comprar uma motocicleta é uma delas.
Muito mais do que comprar um automóvel, que apresenta uma relação muito mais genérica com seu dono, comprar uma motocicleta é algo que deve ser feito, em primeiro lugar, com a razão. Sim precisa ser um ato incrivelmente racional pra dar certo, pra funcionar, pra trazer alegrias ao dono, pra permitir o correto usufruto da máquina. E a palavra chave nesse processo incrivelmente racional é: COMPATIBILIDADE.
Exato. Assim como no casamento (e isso não é uma aproximação barata das mulheres com as motocicletas, afinal, mulheres têm vontade própria – ou deveriam – e mudam de comportamento ao longo da vida), deve haver perfeita compatibilidade entre você e sua motocicleta. O mercado produz uma infinidade de tipos de motocicletas justamente visando a preencher todas as diferenças possíveis de compatibilidade. Quem olha a gata e pela cara ou pela bunda já vai casando, está bem arriscado a ter feito a maior merda da vida e vai pagar caro com isso. Escolher sua moto sem levar em conta os aspectos de compatibilidade pode custar caro, pode custar, inclusive, a própria vida.
A coisa é mais ou menos assim: o sujeito tem 1,55 de altura, 90 quilos, nunca pilotou motos antes, só vai usar a moto na cidade e gosta de conforto. Mas o que ele está olhando pra comprar? Uma DR 400, da Suzuki. Por quê? Porque ele viu um amigo que tem uma, que disse que é uma boa moto e ele ficou com vontade de comprar uma igual porque achou bonita e estilosa. Se comprar, vai se ferrar! Por quê? INCOMPATIBILIDADE! A DR 400 tem o banco a 95 cm de altura, logo nosso amigo baixinho não vai encostar nem a ponta dos pés no chão. O banco é um filete de espuma que só serve de apoio na hora de fazer curvas na terra. Se o nosso amigo tentar viajar com ela, o banco vai enterrar na bunda do cara, dividindo 45 quilos pra cada lado e fazer bolha pra todo lado... A moto só serve pra terra, pois foi feita pra isso - e é muito competente, aliás. Mas, ele quer usar no dia-a-dia de São Paulo... Nada de conforto, nada de praticidade, nada de segurança. O tanque é pequeno e não permite muita autonomia, pois o motor mono de 400 cc e 50 cv é feito pra render e não pra economizar. Ele vai ficar com raiva de parar o tempo todo pra abastecer. Além disso, a moto é super-arisca. O babaca vai acabar sendo ejetado da moto na primeira acelerada e quebrar a cabeça. Mas ele ainda tinha outra opção em vista: uma Husqvarna 510!!!! Queria mesmo se matar!
Entende a questão? A regra básica foi desrespeitada em troca do “siga seu coração”. Num caso como esse, o “siga seu coração” vai dar dor de cabeça, dor na bunda, dor no bolso e pode dar morte.
Assim, como sempre somos perguntados aqui no Clube sobre as razões que deveriam levar pessoas a comprar ou não uma Tiger, resolvi escrever este guia muito mais amplo, que serve para qualquer compra de qualquer motocicleta. Ele se baseia em cinco padrões básicos de compatibilidade que precisam ser levados em conta na hora de comprar a motocicleta. São eles: biótipo, uso, experiência, bolso e só então, gosto.
Vamos analisar cada um deles separadamente, agora:

1. Biótipo
Cada modelo de motocicleta responde a um tipo corporal distinto. Existem motos mais baixas, como as custom e motos muito altas, como as trail. Um aspecto essencial para um piloto é ser capaz de colocar os pés no chão com segurança quando a moto está parada. Isso é definido pela altura do sujeito em relação à altura do assento. Comprar uma moto incompatível nesse quesito é pedir pra ficar tombando a moto a cada parada, a cada manobra de garagem. Além disso, motos têm pesos diferentes, que vão dos 100 aos quase 500 quilos, como em uma Electra Glide. É essencial que a moto seja, portanto, escolhida de forma compatível com o tipo físico do sujeito, com altura que ela proporciona e com a possibilidade de colocar os pés no chão com segurança. Muitas vezes, apenas a regulagem de altura do assento não resolve. Teste isso antes e não se auto-engane. Se só está encostando a unha do dedão no chão, desista desse modelo.
Da mesma forma, diferentes motos apresentam diferentes posturas de pilotagem. Motos custom, por exemplo, exigem muito mais da coluna e dos rins, pois o sujeito fica com todo o peso do tronco apenas sobre a bacia, já que as pernas estão jogadas pra frente. Um sujeito que tem problemas sérios de coluna e compra uma custom rabo-duro estará condenado a uma visita ao fisioterapeuta depois de cada volta. Por outro lado, existem motos em que a pilotagem é mais confortável, como as trail, em que o sujeito vai em posição muito mais ereta.
Outro aspecto a verificar é o peso. Se o sujeito é pesado e ainda vai andar com uma garupa pesada ou malas pesadas, deve optar por uma moto com regulagem de tensão da mola na balança traseira, pois as motos que não apresentam essa regulagem tendem a afundar quando totalmente carregadas e tornar a pilotagem perigosa. Ou seja, se você é daqueles que gosta de colocar uma criança de 90 kg na sua garupa, você precisa de uma motocicleta que permita tensões de mola diferenciadas.

2. Uso
Outra pergunta crucial a ser respondida é: você vai usar a moto como? Ou seja, sua moto é para quê? Em que condições ou circunstâncias ela será principalmente utilizada? Isso envolve metade das questões relativas ao uso de uma moto.
Todo velho motociclista sabe as características principais das motos. São elas:

a. Custom – boas de reta, ruins de curva. Muito torque em baixa (não foram feitas para grandes velocidades), curva de potência curta. Conforto não é seu forte em grandes viagens, principalmente com garupa (na maioria das custom os pobres garupas sentam em um tijolinho miserável de espuma). É uma moto mais pra desfilar no final de semana do que pra dar a volta ao mundo.
b. Touring – motos enormes, extremamente confortáveis e com ótima capacidade de carga. Porém, no dia-a-dia são inviáveis. Foram feitas para colocar a patroa na garupa e desfilar pelas rodovias de boa qualidade engolindo quilômetros e mais quilômetros. Não servem para uso misto (pegar uma estrada de terra com cascalho solto a bordo de uma Gold Wing, por exemplo, é uma aventura abominável...).
c. Trail – São motos muito versáteis, de uso misto, que foram pensadas pra dar a volta ao mundo. Claro que as maxitrail são melhores do que a Bross pra dar a volta ao mundo... Mas, no dia-a-dia, as pequenas trail se mostram muito eficientes. São motos que permitem andar em diversos pavimentos, geralmente com rodas grandes na frente (19 ou 21) e são motos altas. As menores são bem mais viáveis no dia-a-dia, inclusive em função da postura confortável e da altura. Já as grandes trail (as maxitrail como Tiger, Varadero, BMW GS, Super Teneré 1200, Multistrada etc.) geralmente têm tanques enormes que garantem grande autonomia para uma moto (cerca de 400 km sem abastecer), muita capacidade de carga (afinal, pra dar a volta ao mundo, a gente leva fogão, geladeira, barraca, esposa, cama de casal...) com lugares próprios para grandes malas laterais e baú traseiro, pneus mistos, protetores de motor e tanque, rodas raiadas, GPS, essas coisas todas que aumentam sua versatilidade. No geral, são motos construídas pra ser muito resistentes, pois precisam aguentar muita porrada na vida.
d. City – o nome diz tudo. São motos econômicas, feitas para cidade. Com baixa cilindrada e de porte pequeno, costumam ser muito resistentes, mas não são boas em estradas. Foram feitas para o dia-a-dia das cidades, com seus engarrafamentos que exigem malabarismos entre carros e em pequenos corredores. Eu costumo encarar as chamadas cub (como a Honda BIZ) e os pequenos scooter como máquias city, afinal essa é sua melhor vocação. Os grandes scooter de 400 cc pra cima são mais versáteis e confortáveis e permitem um passeio de final de semana pela estrada, mas já perdem versatilidade na cidade em função do tamanho de bonde...
e. Esportivas – Decididamente não foram feitas para viagem, para piso misto, para levar carga. A maioria delas tem um banco do garupa tão pequeno, tão incômodo e tão mal posicionado (aquele que a menina vai literalmente empoleirada meio metro acima do piloto) que só quem não quer mesmo enxergar é que não vê que isso tudo significa: “essa moto foi feita pra andar sozinho”. As esportivas, embora muito desejadas pelo afã que produzem aonde chegam, são muito mais aptas para andar em pistas no final de semana do que no dia-a-dia das cidades, ou curtir com responsabilidade em uma boa rodovia, mas sozinho. Muitas delas, com quase 200 cavalos, são motos perigosas para iniciantes, mas não faltam iniciantes endinheirados querendo tirar carteira em uma. Geralmente, tiram sim, mas é a carteirinha do cemitério como sócios permanentes... São motos lindas, mas que deveriam fazer o sujeito pensar o que quer delas.
f. Naked – são motos de maravilhosa ciclística, geralmente muito confortáveis para o piloto e razoalvelmente confortáveis para o passageiro. São feitas para quem gosta de curtir curvas e pequenos passeios sem muita radicalidade. Não são boas para viagens, pois não oferecem qualquer tipo de proteção aerodinâmica. Elas não foram, aliás, feitas para grandes viagens. A maioria delas não tem sequer bagageiro de fábrica, pois não são construídas para levar carga. São motos “essenciais”, para um uso divertido. Se menores, são boas para ir e vir nas cidades. As grandalhonas como as Bandit 1250, por exemplo, já complicam a coisa no dia-a-dia. As naked são, por excelência, as motos mais divertidas, sem maiores riscos, sem arroubos de potência. Hoje, já há uma tendência de se pegar essas motos e colocar uma semicarenagem que ajuda bastante na estrada. Aí, se concilia essa diversão toda com uma melhor proteção aerodinâmica que ajuda muito nas viagens. Como a garupa é razoavelmente confortável, dá pra viajar acompanhado. Assim é que temos, por exemplo, a XJ6 N (naked) e a XJ6 S (semicarenada) da Yamaha, como exemplos dessas motos na faixa das 600 cc.
g. Motos de competição (cross, enduro, supermotard) – essas motos, como o nome diz, foram pensadas para competição, não para andar na rua, entregando pizza. Cada uma delas é tão adaptada às necessidades das competições a que elas servem, que acabam ficando com sérias restrições para o uso diário. Não imagino o que seria ter uma Honda CRF 130 como única moto para o dia-a-dia: impossível. Por isso, quando o sujeito adquire uma moto dessas, deve pensar nisso muito claramente. Hoje, existem motos dessas adaptadas pelas fábricas para rua, principalmente as supermotard de baixa e de alta cilindrada. Mas, mesmo assim, é bom pensar antes de comprar. As características dessas motos são do tipo “ame ou odeie”. Assim, experimentar antes é melhor do que ir fazendo negócio pela cara da moto.


É claro que cada grande grupo desses tem suas especificidades. De vez em quando saem umas motos que não se encaixam bem em nenhum deles como a V-Max e a Diavel, que são muscle bikes estúpidas em tamanho e potência, que na verdade são de uma classe própria, pra gente experiente e que sabe o que está fazendo em cima delas.
Com suas peculiaridades, cada fábrica tenta melhorar uma ou outra coisa aqui e ali, mas a base da coisa é essa aí em cima. Pense bem no uso que vai fazer antes de escolher sua compra. Veja que não importa se você tem muita grana pra comprar uma moto. Se você só quer uma moto pra ir de casa no trabalho, cinco quadras, todo dia, você está muito mais bem servido com uma Honda BIZ ou um Neo CVT do que se comprar uma Hayabusa só pra mostrar que tem grana. Seja racional, “pela-mor-de-seus-filhinhos”!

3. Experiência

Esse é outro ponto essencial. Motos são máquinas tão maravilhosas quanto perigosas, tão incríveis quanto perigosas na mão de quem não sabe o que fazer com elas. Me responda uma coisa: quanto tempo você tem de moto? Qual é sua experiência? Nada? Está aprendendo agora? Então, o que está querendo com uma moto de 100 cavalos?! É doido é? Pensa, amigo: cem cavalos é mais do que a maioria dos carros brasileiros têm pra empurrar uma tonelada. Com você em cima da moto, ela mal chega a 250 ou 300... Por que não começar com mais calma?? Sabe, não é vergonha nenhuma comprar uma moto pequena pra se acostumar a andar, sentir a coisa, depois vai aumentando. Conheço gente que comprou uma CG 125, ficou um mês, achou que era o mister-moto, depois arrumou dinheiro e comprou uma CBR 1000. E quase foi pro saco plástico do IML! A moto foi parar no ferro velho... entende? A gente vai crescendo. Passando de uma moto de 12 cavalos pra uma de 30, depois pra uma de 60, depois de um bom tempo e experiência chega nas grandes motos, que exigem controle, coordenação, prática e juízo!
A gente nunca começa nossa vida de motorista de carro com um Fórmula 1. Então, vale mesmo a pena pensar nisso.

4. Bolso

Bem, agora chegou a hora mais dolorida: quanto você tem pra gastar. Pense no valor da moto, no custo de manutenção e, se for fazer seguro (o que é bom) no valor do seguro. Não adianta gastar toda a grana com a moto e depois deixar ela parada por falta de condição de manter. Isso é burrice. Melhor comprar uma moto mais barata e conseguir manter a danada a 100%. Conheci um sujeito que arrumou dinheiro e comprou uma XT 660 usada. Um tempo depois, precisava trocar os pneus da moto e não tinha dinheiro pra isso. Andava procurando pneu remold pra colocar na moto (nunca faça isso! é um perigo!) Ou seja: deu um passo maior do que a perna.
Outra: nem sempre a moto mais cara é a melhor. Muitas vezes você só paga pela marca, mas tem um produto que não é o melhor. Assim, na hora da compra, mais do que falar com o vendedor, é necessário falar com quem entende de moto!


5. Gosto

Agora, você já sabe a moto que combina com seu tipo físico (compatibilidade 1), a moto que realmente serve pra o que você precisa ou deseja fazer (compatibilidade 2), a moto que corresponde à sua experiência como piloto (compatibilidade 3) e a moto que cabe no seu bolso (compatibilidade 4). Juntando tudo isso, você ainda terá várias motos a seu dispor, pois o mercado brasileiro é hoje muito completo, tendo poucos modelos e marcas que não chegam aqui.
Então, agora sim você pode “seguir seu coração”, pois isso também é um caso de compatibilidade. Veja qual é mais bonita pra você, qual cor você prefere, se tem alguma marca de que você gosta (sim, isso também é importante!), se tem algum acessório que não comprometa a segurança da moto: gaste mesmo (se tiver grana) e deixe a moto como você quer! Tudo isso ajuda a ficar satisfeito com sua moto. Mas, essa será, agora, uma compra racional, em que o coração só deu palpite depois que as coisas que matam ou deixam viver já tinham sido resolvidas. Se for assim, tenho certeza que sua satisfação será garantida.

A Tiger

Pra finalizar, como este é um fórum da Tiger, quero te dizer o que essa moto te oferece, pra te ajudar a resolver sua compra:

Temos, por enquanto, três gerações de Tiger no Brasil. Cada uma delas tem um “jeito diferente de ser”. Veja:

Tiger 900 – Moto grande e pesada, não é boa pra quem é muito pequeno. Não é moto pra iniciante. Seu motor triple carburado chega a uns 80 cv, mas é bem valente. Boa capacidade off-road (é a mais off-road das Tiger disponíveis no Brasil) e muito boa de estrada também, com ótima autonomia e capacidade de carga. Tem cara de moto off mesmo. Mecânica incrivelmente confiável, de manutenção baixa e barata, desde que haja um bom mecânico disponível. Pau pra toda obra!

Tiger 955i – Moto grande e pesada, não é boa pra quem é muito pequeno. Não é moto pra iniciante. Seu motor triple injetado, com sistema de injeção auto-programável, chega a uns 105 cv, é forte e linear, mas meio bruto acima das 5.500 rpm. Sua capacidade off-road é boa, mas não admite abusos. É muito boa de estrada e todas vendidas no Brasil já vieram com malas laterais. Tem ótima autonomia e capacidade de carga. Tem cara de “meio-a-meio”, embora ainda seja uma bigtrail legítima. Mecânica incrivelmente confiável, de manutenção baixa e barata, desde que haja um bom mecânico disponível. Uma moto muito confortável e resistente pra dar a volta ao mundo.

Tiger 1050 – Moto grande e pesada, não é boa pra quem é muito pequeno. Não é moto pra iniciante. Seu motor triple injetado chega a uns 115 cv e é bem nervoso. É a menos off-road das Tiger. Na verdade é o que podemos chamar de fun bike, mais esportiva do que os dois modelos anteriores. A posição de pilotagem é mais esportivo e até o diâmetro da roda dianteira denuncia a vocação para boas estradas. Com ótima autonomia, tem boa capacidade de carga, embora as malas originais sejam menores do que as dos modelos anteriores. Tem cara de moto on road mesmo. A mecânica, como sempre, é incrivelmente confiável, de manutenção baixa e barata, desde que haja um bom mecânico disponível. A moto mais indicada das três pra quem só gosta de asfalto.

Os modelos 800, 800 XC e 1200 Explorer ainda não estão por aqui... Ainda... Em pouco tempo, quem sabe podemos dizer o que lhe oferecerão.

Espero que este guia o ajude em sua compra. Espero, sinceramente, que ele ajude você a ser mais feliz com sua moto. Afinal, essas máquina realmente só nos dão prazer quando se tornam "parte de nós". E, para que isso aconteça, é preciso muita compatibilidade!
E, mais uma coisa pra terminar: é claro que você vai encontrar alguém metido a gostoso te falando que aprendeu a andar de moto em uma V-Max e que já saiu dando cavalo de pau e fazendo zerinho e que tudo isso aí em cima é conversa pra gente boba. Sempre tem gente assim, com experiências pessoais individualistas e estúpidas que tentam negar a experiência de vida. É o cara que quer te convencer que aprendeu a pilotar no Concorde e o outro que começou a escalar pelo Monte Everest. Bem, companheiro, vai por mim: a razão dita que se isso foi mesmo possível, esse sujeito é anormal, é uma exceção. Prefira o caminho mais tranquilo e seguro, das pessoas normais. Ele não é vergonhoso: é prova de sabedoria...

Abraço,


Última edição por Ferrarezi em Sex 4 Nov - 21:19, editado 7 vez(es)
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